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IPD/Imométrica apresentam resultados de 2006

Retalho lidera retornos do imobiliário português

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O retorno total do imobiliário alcançou os 12,0% em 2006, o mais elevado desde 2002 e significativamente mais alto que os retornos oferecidos pelas obrigações (0,2%) e pela taxa de inflação (2,5%). Contudo, as acções registaram uma performance superior ao imobiliário, com retornos globais de 29,9%. À semelhança de anos anteriores, o segmento de retalho continuou a liderar o mercado, mas registou uma performance particularmente boa, com um retorno total de 15,9%. Estes resultados deveram-se, principalmente, ao investimento em centros comerciais de cariz regional. O sector industrial e os activos de usos mistos produziram retornos mais elevados face ao ano anterior, com 7,7% e 11,1%, respectivamente. O segmento dos escritórios, por outro lado, continuou a ser o segmento com a pior performance, produzindo um retorno global de apenas 5,7%.

A valorização de capital foi o principal factor para o crescimento dos retornos totais em 2006. Novamente, este comportamento foi especialmente evidente no sector do retalho, que registou uma valorização de capital na ordem dos 8,9%. No global, em 2006, o valor do capital em todo o imobiliário cresceu cerca de 200 pontos base comprado com 2005. O retorno das rendas no sector industrial cresceu de 6,7% em 2005 para 7,1% em 2006.
Contudo, o retalho e os escritórios, experimentaram uma queda quando comparados com 2005, à excepção dos activos de usos mistos que permaneceram nos 6,7%. António Gil Machado, Director da Imométrica, empresa que representa o IPD em Portugal, disse: «O mercado imobiliário português registou uma vez mais um crescimento sustentável. Com retornos consistentemente acima dos 10%, o imobiliário é tida como uma das classes de activos com melhor performance em Portugal».

Luís Francisco, Country Manager para os serviços do IPD em Portugal, afirma: «Os resultados do Índice IPD/Imométrica demonstram a estabilidade do mercado português de investimento, que continua a devolver elevados retornos aos investidores a curto e longo prazo. Prova igualmente a atractividade dos centros comerciais como classe de activos junto dos grandes investidores internacionais, enquanto que no mercado de escritórios de Lisboa se denota uma maior prudência».
Edição - Maio 2010