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06 de Julho de 2010

De acordo com os dados Ci – Obras&Negócios, no 1º trimestre de 2010 foram submetidos a registo de declaração provisória de eficiência energética (DCR, emitidos pela ADENE) 2.214 fogos habitacionais, dos quais 87% dizem respeito a projectos novos e os restantes 13% a obras em edificado já existente.

Em termos de classificação energética, 50% dos 2.214 fogos habitacionais em promoção na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) no 1º trimestre de 2010 classificam-se nas classes energéticas A (12%) e A+ (38%), estando os outros 50% distribuídos entre as categorias B (35%) e B- (15%).
O concelho de Lisboa concentra a maior parte das intenções de obra, com 461 fogos contabilizados, seguindo-se o concelho do Seixal, como 351 unidades, Cascais com 215 e Sintra com 206. Todos os outros concelhos integrantes da AM Lisboa contabilizam menos de duas centenas de fogos em promoção.
Em Lisboa, os fogos analisados têm, na sua maioria, classificações energéticas inferiores a B, o que se deve, em grande parte, à presença de um maior número de obras em alojamentos usados disponíveis, face a outros concelhos. Dentro de Lisboa, a freguesia do Lumiar destaca-se, possuindo 30% da oferta de obras novas a nível concelhio. O concelho do Seixal caracteriza-se pela forte presença de obras com classificação energética superior a A, com as categorias A e A+ a concentrarem mais de 80% das obras registadas. Cascais, por seu turno, apresenta uma esmagadora maioria (97%) de obras programadas em edifícios novos, destacando-se ainda o facto, destas terem certificações energéticas maioritariamente superiores a A (68% em A e 5% em A+). No caso de Sintra, é um dos concelhos onde a construção programada apresenta menor qualidade energética, com apenas 5% dos DCR’s na classe A+ e todos os outros distribuídos entre as classes B e B-.
Obras não residenciais totalizam os 163 mil m²
Quanto às obras e projectos de uso não residencial (incluindo retalho, escritórios, turismo, indústria, equipamentos sociais, outros e equipamentos não especificados), o volume sujeito a DCR na AM Lisboa ascendeu a 163 mil m² no 1º trimestre de 2010. O concelho de Lisboa domina, em termos geográficos, com 54% das obras não residenciais.
Já em termos de segmentos, a posição cimeira cabe aos equipamentos sociais (38% do total, equivalente a 62 mil m²), seguindo-se o mercado de escritórios, com 22 mil m², dos quais 95% localizados em Lisboa, sendo a totalidade do volume deste segmento respeitante a obras novas e com classificação B.
O retalho, por seu turno, concentra 17 mil m² de área, com uma forte concentração fora de Lisboa (47% localiza-se no Montijo, seguido de Setúbal com 16% e Mafra com 12%). Cerca de 84% das obras sujeitas a DCR dizem respeito a projectos novos. O segmento do turismo, com 7,5 mil m², apresenta-se com 53% da área intervencionada em edifícios já existentes, enquanto que, em termos de localização, Lisboa (com 53%) é o concelho dominante, seguindo-se Almada (27%) e Palmela (20%).

Nota: os DCR’s são certificados provisórios relativos à eficiência energética, emitidos pela ADENE – Agência para a Energia numa fase anterior à emissão da licença municipal de construção, pelo que constituem intenções de obra ainda em carteira.

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Sobre a Confidencial Imobiliário
A Confidencial Imobiliário é uma entidade especializada na produção de estatísticas sobre o mercado residencial. Um dos seus patrimónios é o Índice Confidencial Imobiliário, que conta com uma série de mais de 20 anos, sendo a medida para acompanhar a valorização do mercado habitacional português. A sua credibilidade e independência fazem com que esse índice seja usado e referenciado por entidades como o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e os Ministérios da Economia e das Finanças, para além do sector financeiro, promotores e meio universitário. Na vertente editorial, desde 2006 integra o Grupo Editorial Vida Económica, acentuando o seu perfil enquanto revista técnica, contando com análises estatísticas própria e conteúdos de parceiros de entidades de prestígio como a Abreu Advogados, o IPD – Investment Property Databank, o ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, a PricewaterhouseCoopers, o RICS – Royal Institution of Chartered Surveyors e a ULI – Urban Land Institute.

Ci Obras&Negócios – O Ci Obras&Negócios é uma base de dados sobre promoção, negócios de investimento e ocupação no mercado imobiliário. Na secção de Obras, esta ferramenta apresenta indicadores sobre intenções de obra, resultantes do cruzamento de dados fornecidos pela Adene - Agência para a Energia e os municípios de Lisboa, Matosinhos, Oeiras, Porto, Póvoa do Varzim, Santarém e Vila Nova de Gaia. Na secção de negócios, contempla informação sobre investimento, ocupação ou anúncios de promoção, construída a partir de dado e fontes públicas. Em ambos as secções, são cobertos os mercados de habitação, escritórios, retalho, turismo, indústria e logística, e equipamentos sociais, classificando-se os restantes imóveis numa categoria única. Inicialmente, estas estatísticas serão desenvolvidas para a Área Metropolitana de Lisboa, Área Metropolitana do Porto e Algarve.