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10 de Setembro de 2016

De acordo com o último inquérito Portuguese Housing Market Survey (PHMS), os players que atuam no mercado residencial acreditam que a atividade de compra e venda de casas continue a evoluir positivamente, mas frisam a necessidade de consolidar a estabilidade política e económica a nível interno e também de relançar medidas de incentivo ao investimento estrangeiro, que nos últimos anos têm sido importantes motivadores de compra de casas por público internacional.

Press Release completo aqui – divulgado a 03.mar.16

“Os agentes inquiridos acreditam claramente no potencial do mercado, em especial tendo em conta a dinâmica da procura gerada por investidores internacionais e por turistas”, começa por comentar Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário (Ci).

“Mas, uma vez mais, manifestam uma preocupação com os impactos que possam decorrer dos atuais riscos políticos e económicos, e enfatizam a necessidade de consolidar a estabilidade e de relançar medidas como o Visto Gold”, refere.

Simon Rubinsohn, Economista Sénior do RICS, sublinha ainda “se 2016 é para continuar a trazer melhorias ao mercado residencial, os fundamentos económicos serão também determinantes”, acrescentando que “apesar das previsões de estabilidade nos próximos 12 meses, a incerteza na economia global representa um risco negativo”.

De acordo com este inquérito produzido mensalmente pelo RICS e pela Ci, os indicadores do mercado de compra e venda em janeiro mantiveram-se positivos, com a procura a evidenciar mesmo melhorias face a dezembro, quando tinha estabilizado. No primeiro mês do ano, as consultas de imóveis por potenciais clientes subiram nas regiões de Lisboa e do Algarve, embora no Porto tenham descido ao longo do mês. Já o indicador nacional relativo ao volume de vendas manteve-se praticamente inalterado, revela o PHMS. Ao mesmo tempo, os preços das casas continuaram a evoluir a um ritmo constante em janeiro, com os participantes no último PHMS a considera que é em Lisboa e no Algarve que os preços mais deverão crescer (2,5%) no próximo ano, estimando uma subida de apenas 1% para este indicador na região do Porto. Já as projeções para os próximos cinco anos continuam a antecipar uma subida dos preços a um ritmo de pouco mais de 4% ao ano.

Relativamente ao mercado de arrendamento, em janeiro, a procura movida por potenciais arrendatários continuou a crescer, enquanto que o número de novas instruções pelos proprietários continuou a decrescer, caindo ao ritmo mais rápido desde o lançamento da série, em 2011. Este desequilíbrio continuou a sustentar um crescimento das rendas, que recuperaram pelo nono mês consecutivo após anos de declínio persistente. A expetativa dos participantes neste PHMS é que os valores praticados neste segmento de mercado possam crescer ainda mais ao longo dos próximos três meses.

- final -

NOTA aos Editores:

Portuguese Housing Market Survey
O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci - Confidencial Imobiliário e o RICS, contando com os apoios da ADENE, INCI, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp. O seu objectivo é dotar o mercado residencial português de um de Índice de Confiança e de Expectativas, preenchendo a actual lacuna no acervo estatístico sobre esse sector. Este inquérito assenta num painel de empresas de promoção e mediação imobiliária e cobre as regiões metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve. O PHMS encontra paralelismo com outros inquéritos que o RICS realiza noutros países, pelo que gerará resultados comparáveis internacionalmente.

Sobre a Confidencial Imobiliário
A Ci - Confidencial Imobiliário é uma empresa independente, orientada para a satisfação das necessidades de informação dos profissionais do mercado imobiliário, no contexto da tomada de decisão quanto a investimentos e estratégias de venda. É especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia. Do seu acervo destaca-se o Índice de Preços Ci que é a mais antiga série sobre imobiliário em Portugal, com mais de 25 anos. Este índice mede a valorização dos imóveis residenciais. A credibilidade e independência dos dados da Ci fazem com que sejam referenciado por entidades como o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e o Governo Português, para além de todo o sistema financeiro português. Mais informações em www.confidencialimobiliario.com.

Sobre o Royal Institution of Chartered Surveyors
O RICS é a principal organização mundial que confere qualificação aos profissionais que trabalham na avaliação, mediação e gestão em todo o ciclo do imobiliário e da construção. Num mundo em que governos, instituições financeiras e empresas exigem uma maior certeza acerca de normas profissionais e éticas, atingir o status RICS é a marca do reconhecimento do profissionalismo na atividade imobiliária. Mais de 100.000 profissionais que trabalham nas principais economias estabelecidas e emergentes do mundo reconheceram já a importância de assegurar a qualificação RICS. O RICS desempenha também um importante papel regulador, tanto dos seus membros individuais como de empresas, assegurando os mais elevados padrões e a base de confiança para os clientes no sector.

Notas técnicas

Número total de empresas no painel: 150

Ajustamento de sazonalidade:
Os dados não têm ajustamento de sazonalidade.

Questões colocadas:
1. Número de casas vendidas nos últimos três meses (contratos-pro¬messa)? - Número
2. Número de casas cuja venda está em negociação? - Número
3. Evolução dos preços residenciais nos últimos três meses? – Saldo de Respostas
4. No mês anterior, variação do número de vendas em negociação? – Saldo de Respostas
5. No último mês, evolução do número de consultas por novos clientes? – Saldo de Respostas
6. No último mês, evolução do número de novas angariações? – Saldo de Respostas
7. Expectativas de variação dos preços das casas nos próximos três meses? – Saldo de Respostas
8. Expectativas de variação do número de vendas de casas nos próxi¬mos três meses? – Saldo de Respostas

Saldos de Respostas Extremas:
• Saldo de Respostas Extremas = proporção de inquiridos que reportam uma subida menos a proporção daqueles que reportam uma queda (se 30% reportam uma subida e 5% uma queda o saldo de resposta (não ponderado) será de 25%).
• Os dados do saldo de respostas são baseados em opiniões; não quantifi¬cam mudanças efectivas numa variável que lhes esteja associada.
• Os resultados do saldo de respostas podem variar entre -100 e +100.
• Um saldo de respostas positivo implica que mais respondentes estão a verificar aumentos em vez de diminuições (na variável subjacente). Um saldo de respostas negativo implica que mais respondentes veri¬ficam diminuições em vez de aumentos e um saldo de respostas nulo implica que um igual número de respondentes verifique aumentos e diminuições.
• Assim, uma leitura de -100 implica que os respondentes não verificam aumentos (ou alterações), e uma leitura de +100 implica que os res¬pondentes não verificam diminuições (ou alterações).
• No caso do saldo de respostas alusivo a preços, uma leitura de +10 não deve ser interpretada como se o PHMS afirmasse que o preço das casas está a subir na ordem dos 10%, mas que mais 10% dos inquiridos reportaram aumentos de preços em vez de diminuições (ao longo dos três últimos meses).
• Uma alteração de +30% para +60% não significa que a variável tenha crescido em 30% num período e em 60% no período seguinte, mas tal indica que o dobro dos inquiridos reportou um aumento em vez de uma diminuição relativamente ao período anterior.
• Da mesma forma, se for verificada uma baixa de +90% para +5%, tal continua a significar que existem, em geral, mais respondentes a reportar aumentos que diminuições, apesar da amplitude desses aumentos reportados ter caído dramaticamente; entretanto, uma alte¬ração na leitura de -90% para -5% continua a significar que, de forma geral, mais respondentes se encontram a reportar diminuições em vez de aumentos, apesar da amplitude dessas diminuições reportadas ter caído dramaticamente.

Contactos:
Ci – Ricardo Guimarães,
RICS – Eulália Pensado,