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10 de Setembro de 2016

Em dezembro, a atividade de compra e venda de habitação estagnou em Portugal, ao mesmo tempo que a procura por arrendamento continuou a reforçar-se conduzido a uma aceleração no crescimento das rendas, revela o mais recente Portuguese Housing Market Survey (PHMS), inquérito mensal produzido pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário (Ci). No entanto, os participantes no inquérito antecipam que esta seja uma tendência temporária, e as perspetivas é que as vendas retomem a sua trajetória ascendente no curto prazo.

Press Release completo aqui – divulgado a 03.fev.16

No mercado de arrendamento, a procura por parte dos arrendatários acelerou ao longo de dezembro, ao mesmo tempo que se voltou a registar uma forte quebra nas novas instruções por parte dos proprietários. Face a este cenário, as rendas continuaram a recuperar, mas a um ritmo mais acelerado.

O PHMS revela ainda que os valores das rendas habitacionais têm vindo a aumentar de forma constante ao longo dos últimos oito meses em Portugal, sucedendo a anos de declínio constante deste indicador. E as expetativas dos participantes no inquérito é que a atividade no mercado de arrendamento se continue a desenvolver positivamente nos próximos meses, prevendo mesmo um crescimento adicional das rendas no curto prazo.

Já no mercado de compra e venda, o ritmo de consultas por potenciais clientes estagnou em dezembro pela primeira vez desde o final de 2013, com o volume de vendas a manter-se também inalterado. E, do lado da oferta o sentimento de mercado não é igual entre os mediadores e os promotores imobiliários, com os primeiros a reportarem um ligeiro acréscimo das suas transações enquanto os segundos dão conta de um declínio considerável das vendas.

Em dezembro, os preços da habituação continuaram a recuperar em todo o país, embora o ritmo tenha desacelerado em relação ao do início do ano. As expetativas dos profissionais continuam em terreno positivo, antecipando uma subida deste indicador em cerca 2% ao longo dos próximos 12 meses e a um ritmo médio de 4% ao ano durante os próximos cinco anos. Numa análise região a região, o PHMS estima que o Algarve lidere na subida de preços em 2016, com uma evolução de 3%, ao passo que nos mercados de Lisboa e do Porto o crescimento será de 2% e 1%, respetivamente.

“Embora os últimos resultados mostrem uma desaceleração da atividade em dezembro, os indicadores futuros permanecem, no geral, otimistas. Com a melhoria da economia nacional, reúnem-se as condições para o mercado retomar a sua recuperação nos próximos meses. No entanto, só o tempo dirá se este é um comportamento pontual ou o início de uma tendência mais duradoura”, comenta Simon Rubinsohn, Economista Sénior do RICS.

Ricardo Guimarães, Director da Ci nota que “a incerteza é frequentemente mencionada nos comentários produzidos pelos agentes que participam no inquérito. As atuais condições no sistema financeiro parecem ser a principal causa. Ao nível interno, a incerteza é vista como uma fonte de potencial constrangimento na obtenção de novos empréstimos. Ao nível externo, a incerteza gera potenciais efeitos negativos na atração de investimento internacional, num momento em que é crucial para o mercado.”

- final -

NOTA aos Editores:
Portuguese Housing Market Survey
O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci - Confidencial Imobiliário e o RICS, contando com os apoios da ADENE, INCI, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp. O seu objectivo é dotar o mercado residencial português de um de Índice de Confiança e de Expectativas, preenchendo a actual lacuna no acervo estatístico sobre esse sector. Este inquérito assenta num painel de empresas de promoção e mediação imobiliária e cobre as regiões metropolitanas de Lisboa, do Porto e do Algarve. O PHMS encontra paralelismo com outros inquéritos que o RICS realiza noutros países, pelo que gerará resultados comparáveis internacionalmente.

Sobre a Confidencial Imobiliário
A Ci - Confidencial Imobiliário é uma empresa independente, orientada para a satisfação das necessidades de informação dos profissionais do mercado imobiliário, no contexto da tomada de decisão quanto a investimentos e estratégias de venda. É especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia. Do seu acervo destaca-se o Índice de Preços Ci que é a mais antiga série sobre imobiliário em Portugal, com mais de 25 anos. Este índice mede a valorização dos imóveis residenciais. A credibilidade e independência dos dados da Ci fazem com que sejam referenciado por entidades como o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e o Governo Português, para além de todo o sistema financeiro português. Mais informações em www.confidencialimobiliario.com.

Sobre o Royal Institution of Chartered Surveyors
O RICS é a principal organização mundial que confere qualificação aos profissionais que trabalham na avaliação, mediação e gestão em todo o ciclo do imobiliário e da construção. Num mundo em que governos, instituições financeiras e empresas exigem uma maior certeza acerca de normas profissionais e éticas, atingir o status RICS é a marca do reconhecimento do profissionalismo na atividade imobiliária. Mais de 100.000 profissionais que trabalham nas principais economias estabelecidas e emergentes do mundo reconheceram já a importância de assegurar a qualificação RICS. O RICS desempenha também um importante papel regulador, tanto dos seus membros individuais como de empresas, assegurando os mais elevados padrões e a base de confiança para os clientes no sector.

Notas técnicas

Número total de empresas no painel: 150

Ajustamento de sazonalidade:
Os dados não têm ajustamento de sazonalidade.

Questões colocadas:
1. Número de casas vendidas nos últimos três meses (contratos-pro¬messa)? - Número
2. Número de casas cuja venda está em negociação? - Número
3. Evolução dos preços residenciais nos últimos três meses? – Saldo de Respostas
4. No mês anterior, variação do número de vendas em negociação? – Saldo de Respostas
5. No último mês, evolução do número de consultas por novos clientes? – Saldo de Respostas
6. No último mês, evolução do número de novas angariações? – Saldo de Respostas
7. Expectativas de variação dos preços das casas nos próximos três meses? – Saldo de Respostas
8. Expectativas de variação do número de vendas de casas nos próxi¬mos três meses? – Saldo de Respostas

Saldos de Respostas Extremas:
• Saldo de Respostas Extremas = proporção de inquiridos que reportam uma subida menos a proporção daqueles que reportam uma queda (se 30% reportam uma subida e 5% uma queda o saldo de resposta (não ponderado) será de 25%).
• Os dados do saldo de respostas são baseados em opiniões; não quantifi¬cam mudanças efectivas numa variável que lhes esteja associada.
• Os resultados do saldo de respostas podem variar entre -100 e +100.
• Um saldo de respostas positivo implica que mais respondentes estão a verificar aumentos em vez de diminuições (na variável subjacente). Um saldo de respostas negativo implica que mais respondentes veri¬ficam diminuições em vez de aumentos e um saldo de respostas nulo implica que um igual número de respondentes verifique aumentos e diminuições.
• Assim, uma leitura de -100 implica que os respondentes não verificam aumentos (ou alterações), e uma leitura de +100 implica que os res¬pondentes não verificam diminuições (ou alterações).
• No caso do saldo de respostas alusivo a preços, uma leitura de +10 não deve ser interpretada como se o PHMS afirmasse que o preço das casas está a subir na ordem dos 10%, mas que mais 10% dos inquiridos reportaram aumentos de preços em vez de diminuições (ao longo dos três últimos meses).
• Uma alteração de +30% para +60% não significa que a variável tenha crescido em 30% num período e em 60% no período seguinte, mas tal indica que o dobro dos inquiridos reportou um aumento em vez de uma diminuição relativamente ao período anterior.
• Da mesma forma, se for verificada uma baixa de +90% para +5%, tal continua a significar que existem, em geral, mais respondentes a reportar aumentos que diminuições, apesar da amplitude desses aumentos reportados ter caído dramaticamente; entretanto, uma alte¬ração na leitura de -90% para -5% continua a significar que, de forma geral, mais respondentes se encontram a reportar diminuições em vez de aumentos, apesar da amplitude dessas diminuições reportadas ter caído dramaticamente.

Contactos:
Ci – Ricardo Guimarães,
RICS – Eulália Pensado,