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29 de Julho de 2010

Os dados Obras & Negócios da Confidencial Imobiliário revelam que o número de fogos novos licenciados no concelho do Porto continuou a cair no 1º trimestre de 2010, com uma quebra de 49% face a igual período do ano anterior. Também os concelhos de Gaia e Matosinhos apresentaram um perfil de contracção a este nível no mesmo período.

Veja aqui o press release , Veja aqui a infografia (pdf)

No concelho do Porto, o número de fogos novos licenciados, dado pela análise dos dados relativos ao licenciamento municipal de obras disponibilizados pela autarquia, no 1º trimestre de 2010 (num total de aproximadamente 60 fogos) caiu 49% face ao trimestre homólogo, uma descida bastante mais acentuada se considerarmos o trimestre anterior, face ao qual a contracção é de 76%. Esta descida acentuada poderá ser explicada pela forte redução do licenciamento de edifícios com mais de 20 fogos. O licenciamento de projectos de construção nova também apresentou uma tendência decrescente, com apenas 3 edifícios de apartamentos a serem licenciados nos primeiros três meses do ano. O ritmo de emissão de licenças dos edifícios de apartamentos tem vindo a cair ao longo do tempo, com 25% de quebra em termos trimestrais e 30% em termos homólogos, seguindo a tendência do ano anterior, quando a contracção havia sido de 28% face a 2008. No caso das moradias, o cenário não é mais optimista, observando-se reduções trimestrais próximas dos 70%.

Quanto às intenções de investimento - dadas pela observação das obras que entraram em carteira, dados esses resultantes do tratamento da informação disponibilizada à Ci pela ADENE relativa à emissão de DCR’s (declarações provisórias de eficiência energética) -, entraram em carteira 61 novos prédios no 1º trimestre de 2010 no Porto, num total de 908 novos fogos, estando por licenciar 59% das obras e 17% do número de fogos.

Em Matosinhos, a quebra no licenciamento também foi acentuada, com a emissão de apenas 2 licenças para prédios novos no 1º trimestre do ano, o que indicia uma descida de 75% em termos homólogos e 50% em termos trimestrais. Ainda assim, no número de fogos novos licenciados (62) a tendência foi de estabilização face ao trimestre anterior, fruto do maior peso relativo dos edifícios maiores. Este último trimestre de 2009 havia apresentado um recuperação assinalável face aos dois trimestres precedentes, que registavam quebras abruptas em relação ao 1º trimestre de 2009, quando foram licenciados 65% do total de 194 fogos novos contabilizados ao longo do ano 2009.

Os dados do 1º trimestre de 2010 relativos a Gaia apontam para duas realidades distintas, com o mercado de promoção em edifícios a reduzir-se drasticamente e o mercado de moradias a manter o ritmo, com subidas quer trimestrais quer homólogas. Em número de fogos novos licenciados, dado este crescimento nas moradias e decréscimo na dimensão dos edifícios de apartamentos, a nota é de descida, com um total de 83 fogos licenciados no 1º trimestre de 2010, contra 123 fogos licenciados no período homólogo e 106 no trimestre anterior.

- fim -

Nota: A base de dados Obras & Negócios analisa os dados relativos ao licenciamento municipal – no caso da AMP, cedidos pelas Câmaras Municipais do Porto, Gaia e Matosinhos – e os dados resultantes do número de DCR’s (declaração provisória de eficiência energética), que são certificados provisórios relativos à eficiência energética, emitidos pela ADENE – Agência para a Energia numa fase anterior à emissão da licença municipal de construção, pelo que constituem intenções de obra ainda em carteira.

# ENDS #

Sobre a Confidencial Imobiliário
A Confidencial Imobiliário é uma entidade especializada na produção de estatísticas sobre o mercado residencial. Um dos seus patrimónios é o Índice Confidencial Imobiliário, que conta com uma série de mais de 20 anos, sendo a medida para acompanhar a valorização do mercado habitacional português. A sua credibilidade e independência fazem com que esse índice seja usado e referenciado por entidades como o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e os Ministérios da Economia e das Finanças, para além do sector financeiro, promotores e meio universitário. Na vertente editorial, desde 2006 integra o Grupo Editorial Vida Económica, acentuando o seu perfil enquanto revista técnica, contando com análises estatísticas própria e conteúdos de parceiros de entidades de prestígio como a Abreu Advogados, o IPD – Investment Property Databank, o ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, a PricewaterhouseCoopers, o RICS – Royal Institution of Chartered Surveyors e a ULI – Urban Land Institute.

Ci Obras&Negócios – O Ci Obras&Negócios é uma base de dados sobre promoção, negócios de investimento e ocupação no mercado imobiliário. Na secção de Obras, esta ferramenta apresenta indicadores sobre intenções de obra, resultantes do cruzamento de dados fornecidos pela Adene - Agência para a Energia e os municípios de Lisboa, Matosinhos, Oeiras, Porto, Póvoa do Varzim, Santarém e Vila Nova de Gaia. Na secção de negócios, contempla informação sobre investimento, ocupação ou anúncios de promoção, construída a partir de dado e fontes públicas. Em ambos as secções, são cobertos os mercados de habitação, escritórios, retalho, turismo, indústria e logística, e equipamentos sociais, classificando-se os restantes imóveis numa categoria única. Inicialmente, estas estatísticas serão desenvolvidas para a Área Metropolitana de Lisboa, Área Metropolitana do Porto e Algarve.